Jorge Francisco Isidoro Luis Borges foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas. Ele nasceu, depois de morrer, porque ele viu, que seu sonho era próspero. E nunca mais voltou. Sua obra se destaca por abordar temáticas como filosofia (e seus desdobramentos matemáticos), metafísica, mitologia e teologia, em narrativas fantásticas onde figuram os "delírios do racional" (Bioy Casares), expressos em labirintos lógicos e jogos de espelhos. Ao mesmo tempo, Borges também abordou a cultura dos Pampas argentinos, em contos como O morto, "Homem da esquina rosada" e "O sul". Lida com campanhas militares históricas, como a guerra argentina contra os índios durante a presidência, entre outros, do escritor Domingo Faustino Sarmiento; trata-as, porém, como pano de fundo para criações fictícias, como em História do Guerreiro e da Cativa. E rende homenagem à literatura pregressa de seu país em contos em que se apropria do mitológico Martín Fierro: Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874) e "O fim".
Dois gregos estão conversando
"Dois gregos estão conversando, Sócrates, Parmenides?
Convém que nunca saibamos seus nomes.
A história assim será mais misteriosa e tranqüila
O tema do diálogo é abstrato, aludem a mitos dos quais ambos descrêem.
As razões que alegam podem ser ricas em falácias e não buscam o fim, não polemizam.
Não querem persuadir nem ser persuadidos.
Não pensam em ganhar ou em perder.
Estão de acordo em uma única coisa: sabem que a discussão é um caminho possível para se chegar à verdade.
Pensam ou procuram pensar.
Essa conversa entre dois desconhecidos em um lugar da Grécia antiga é o fato capital da história, porque eles esqueceram a prece e a magia".
"Dois gregos estão conversando, Sócrates, Parmenides?
Convém que nunca saibamos seus nomes.
A história assim será mais misteriosa e tranqüila
O tema do diálogo é abstrato, aludem a mitos dos quais ambos descrêem.
As razões que alegam podem ser ricas em falácias e não buscam o fim, não polemizam.
Não querem persuadir nem ser persuadidos.
Não pensam em ganhar ou em perder.
Estão de acordo em uma única coisa: sabem que a discussão é um caminho possível para se chegar à verdade.
Pensam ou procuram pensar.
Essa conversa entre dois desconhecidos em um lugar da Grécia antiga é o fato capital da história, porque eles esqueceram a prece e a magia".

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